Planejamento migratório: como fazer passo a passo

Os seis pontos essenciais de um planejamento migratório bem conduzido: escolha do país e da cidade, objetivo, nacionalidade ou visto, tempo, custos e preparo emocional.

Maélli Lomonaco3 min de leitura

A cada ano cresce o número de brasileiros que buscam melhor qualidade de vida em outros países. Segurança política, menos violência, qualidade das escolas e da saúde e melhores empregos estão entre os fatores que mais pesam na decisão de imigrar. Ainda assim, tomar essa decisão e colocá-la em prática não é simples. Um planejamento migratório cuidadoso, que analise os fatores essenciais da mudança, é o que costuma separar uma imigração bem conduzida de uma frustrada. Muitos imigrantes acabam retornando ao país de origem, e, na maior parte dos casos, isso decorre da falta de planejamento adequado. A seguir, os pontos essenciais para orientar esse planejamento.

1. Escolha do país e da cidade

O primeiro passo é definir para qual país imigrar, levando em conta o clima, a língua, a cultura e a oferta de trabalho. Muitos brasileiros escolhem um país de clima muito frio ou de língua que não dominam e, por isso, enfrentam dificuldades de adaptação e de comunicação.

A maioria dos brasileiros prefere Portugal ou Espanha pela proximidade da língua. Ainda assim, há diferenças relevantes de vocabulário, sotaque e cultura em cada país. Para quem pretende ir a Portugal ou à Espanha, vale pesquisar o que cada cidade oferece em emprego, escola para os filhos, despesas mensais de subsistência, transporte público e clima.

Uma lista de prós e contras de cada cidade ajuda a escolher a que melhor se enquadra ao perfil individual e familiar.

2. Defina o seu objetivo

Outro ponto importante é ter clareza sobre a razão da mudança. Convém estabelecer metas e objetivos definidos e mantê-los como referência. Buscar qualquer trabalho, buscar trabalho na área de formação, oferecer melhor ensino e saúde aos filhos ou realizar um curso ou especialização são objetivos distintos, e cada um orienta escolhas diferentes nas etapas seguintes.

3. Nacionalidade ou visto

O passo seguinte é analisar se há direito a alguma nacionalidade europeia ou o enquadramento em alguma modalidade de visto. A obtenção de uma nacionalidade europeia traz mais benefícios e facilidades na imigração, mas a ausência desse direito não inviabiliza o projeto, já que existem diversas modalidades de visto.

Essa etapa é ignorada por muitas pessoas, sobretudo quando a imigração é para Portugal ou Espanha. Parte delas arrisca uma entrada e permanência irregular em vez de buscar a via correta. Vale considerar que ocorrem deportações e que a regularização posterior pode levar anos. Buscar a forma adequada desde o início evita transtornos e tende a ser um bom investimento.

4. Tempo e programação pessoal e familiar

Definir uma data para a imigração pressupõe organizar a vida antes, sobretudo na questão financeira. Com os pontos 1 e 2 já resolvidos, o momento é de analisar a situação profissional, financeira e familiar atual e estimar o tempo necessário para estar preparado para a mudança. Decisões tomadas às pressas elevam a probabilidade de prejuízo no planejamento.

5. Custos e planejamento financeiro

A análise de custos é a base do planejamento financeiro. Convém levantar os valores de passagens aéreas, aluguel, alimentação, transporte e documentação, e prever uma reserva financeira para a manutenção no país até a obtenção de um trabalho, quando ainda não houver contrato. Uma lista de despesas com os valores médios de cada item dá a dimensão do montante necessário. A partir dela, é possível estabelecer quanto poupar por mês.

6. Planejamento emocional

Por fim, há o planejamento emocional. Começar uma vida em outro país não é simples. A distância da família e dos amigos e os períodos de solidão até a adaptação fazem parte do processo. A cultura e as pessoas do país de destino são diferentes das de origem, e a disposição para novas experiências ajuda a lidar com as dificuldades.

Considerações finais

Um projeto migratório bem planejado tende a ter mais chances de êxito. Organização, pesquisa e metas claras são a base de uma imigração bem conduzida. Sempre que necessário, o acompanhamento de um profissional habilitado ajuda a estruturar cada etapa.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise do caso concreto. As regras migratórias são atualizadas com frequência.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta jurídica especializada. O escritório Maélli Lomonaco Advocacia e Consultoria Jurídica atua em direito migratório, cidadania europeia e reconhecimento de diplomas em Portugal e Espanha. Para análise de caso concreto, entre em contato.